É perceptível que, com o passar do tempo, a Maçonaria e os maçons passaram a aprimorar ainda mais a forma de lidar com opiniões diversas, fortalecendo o respeito ao diálogo, à convivência fraterna e à liberdade de pensamento. Saber ouvir, compreender o momento de falar e até mesmo optar pelo silêncio demonstra maturidade e equilíbrio. Entretanto, isso jamais pode significar a perda do senso crítico sobre aquilo que é certo ou errado, e isso precisa permanecer muito claro.
A tolerância jamais pode ser confundida com omissão intelectual. O respeito às opiniões não exige que o maçom abra mão da sua capacidade de discernir, refletir e posicionar-se diante dos desafios morais, sociais e humanos do nosso tempo.
Tenho sido bastante crítico nos últimos meses sobre a necessidade de a Maçonaria voltar a concentrar esforços na qualidade dos ensinamentos e, principalmente, na profundidade dos debates em Loja. Precisamos fortalecer ambientes onde o irmão possa pensar, argumentar, aprender e amadurecer suas opiniões com equilíbrio, responsabilidade e consciência.
A Loja Maçônica não deve ser apenas um espaço de repetição ritualística, mas também um verdadeiro centro de formação humana, filosófica e intelectual. Um local onde homens livres possam desenvolver sensibilidade para compreender os problemas da sociedade e capacidade para contribuir positivamente com ela.
Quando o maçom perde o hábito da reflexão crítica, corre o risco de apenas acompanhar pensamentos prontos, deixando de exercer uma das maiores virtudes da própria Maçonaria, a liberdade de consciência.
“Quando o maçom abandona a capacidade de refletir, corre o risco de entregar sua própria luz às mãos do pensamento alheio.”
Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do Grande Oriente do Brasil
Pró-Primeiro Grande Principal do Sagrado Arco