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Atualidades e Opiniões

Arlindo Chapeta

Maçonaria, Serenidade e Consciência Política

Com as eleições se aproximando, torna-se ainda mais importante refletirmos sobre a serenidade e o equilíbrio necessários ao discutir política entre irmãos. Vivemos em uma sociedade marcada pela polarização, pela ausência de diálogo e por debates muitas vezes reduzidos apenas à divisão entre direita e esquerda. Entretanto, o Brasil é muito maior do que isso.

As eleições para Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais exigem maturidade, consciência e responsabilidade. O verdadeiro debate não deve se limitar a rótulos ideológicos, mas sim à análise séria de programas de governo, propostas legislativas, preparo dos candidatos e compromisso com os interesses da sociedade.

Como maçons, precisamos fortalecer a capacidade de ouvir, refletir e dialogar com respeito, sem transformar diferenças políticas em divisões pessoais ou fraternas. A Maçonaria sempre valorizou a liberdade de pensamento, mas também o discernimento, a tolerância e a busca pelo equilíbrio.

Nossa Ordem possui muitos irmãos envolvidos diretamente na vida pública, especialmente nas disputas legislativas. Este é também o momento de aproximarmos esses candidatos das Lojas, ouvirmos suas ideias e, quando necessário, apresentarmos demandas e propostas que contribuam para um país mais justo, ético e socialmente equilibrado.

Também é importante compreendermos a necessidade de fortalecermos representantes que possuam valores e princípios compatíveis com aqueles que defendemos dentro da Maçonaria, como ética, liberdade, família, justiça social, responsabilidade, respeito às leis e compromisso com o bem comum. E quando esses candidatos são irmãos maçons, cunhadas ou sobrinhos ligados à nossa convivência fraterna, naturalmente existe uma proximidade maior de diálogo, compreensão e identificação com muitos dos princípios que buscamos defender na sociedade.

Buscar representação política legítima e consciente não significa transformar a Maçonaria em ambiente partidário, mas compreender que homens comprometidos com valores sólidos podem contribuir positivamente para a construção de políticas públicas mais equilibradas e humanas.

O voto deve ser consciente e preparado. Precisamos debater ideias, avaliar projetos e compreender quais propostas realmente contribuem para o fortalecimento da sociedade brasileira. Escolher bem nossos representantes é parte essencial da construção de um Brasil mais justo, responsável e humano.

Também é necessário sairmos da bolha da polarização automática. Mais importante do que identificar se um candidato é de direita, centro ou esquerda, é analisar seu projeto político, sua conduta, sua capacidade de diálogo e seu compromisso com o bem comum. Saber separar o joio do trigo continuará sendo um exercício indispensável de discernimento.

O maçom terá um papel fundamental neste processo eleitoral. Exercendo sua cidadania com consciência, equilíbrio e liderança, poderá contribuir diretamente para os rumos do país e para a construção de uma sociedade mais madura, ética e justa.

Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do Grande Oriente do Brasil

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