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Maçonaria Simbólica

GOB e GORGS: Um Exemplo de Fraternidade e Cooperação em Favor da Maçonaria Brasileira

Arlindo Chapeta
GOB e GORGS: Um Exemplo de Fraternidade e Cooperação em Favor da Maçonaria Brasileira

GOB e GORGS: Um Exemplo de Fraternidade e Cooperação em Favor da Maçonaria Brasileira

O momento vivido recentemente no Oriente de Porto Alegre-RS, durante a Fundação, Consagração e Instalação do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Estado do Rio Grande do Sul, ultrapassa a importância de uma solenidade histórica. O evento simbolizou, acima de tudo, a capacidade da Maçonaria brasileira de construir pontes de fraternidade, respeito e cooperação entre Potências Maçônicas regulares e reconhecidas.

A união institucional demonstrada entre o Grande Oriente do Brasil e o Grande Oriente do Rio Grande do Sul – GORGS revelou maturidade maçônica, equilíbrio e compromisso verdadeiro com os interesses superiores da Ordem. Em um ambiente de elevado espírito fraterno, irmãos de diferentes estruturas maçônicas trabalharam lado a lado em favor do fortalecimento do Sagrado Arco Real e da própria Maçonaria brasileira.

Esse momento demonstra que a convivência harmônica entre Potências não depende da eliminação das individualidades institucionais. Pelo contrário. Ela se fortalece justamente quando existe respeito às histórias, tradições, autonomias e territórios de cada instituição maçônica. A verdadeira fraternidade não nasce da uniformidade, mas da capacidade de convivência respeitosa entre instituições soberanas que compartilham os mesmos valores essenciais.

O ato realizado em Porto Alegre demonstrou que é plenamente possível manter relações fraternas, filosóficas e institucionais elevadas, preservando-se integralmente a soberania, a organização e a identidade de cada Potência Maçônica. Esse equilíbrio é fundamental para a preservação da tradição, da regularidade e da harmonia da Maçonaria.

O Grande Oriente do Brasil, sob a liderança do Soberano Grão-Mestre Geral Ademir Cândido da Silva, juntamente com o Grande Oriente do Rio Grande do Sul, demonstrou através deste ato histórico que a aproximação entre Potências regulares e reconhecidas fortalece não apenas o Sagrado Arco Real, mas também a imagem da própria Maçonaria perante a sociedade.

A troca de experiências administrativas, filosóficas e ritualísticas entre irmãos e instituições produz crescimento coletivo, amplia horizontes e fortalece os trabalhos desenvolvidos em favor da Ordem e da sociedade. Instituições fortes não temem o diálogo. Ao contrário, crescem através dele.

Dentro da filosofia do Sagrado Arco Real, aprendemos constantemente que o verdadeiro aperfeiçoamento do Mestre Maçom não se encerra em títulos ou dignidades, mas na capacidade de aprender, conviver, compartilhar experiências e construir relações humanas elevadas. O conhecimento maçônico ganha ainda mais valor quando é vivido através da fraternidade, da humildade e da união entre irmãos que trabalham sinceramente em favor de um propósito maior.

Presidir esta sessão histórica no Rio Grande do Sul foi, para mim, uma experiência profundamente marcante. Pude vivenciar de forma muito próxima o respeito, o carinho e a fraternidade demonstrados pelos irmãos gaúchos do GORGS e também pelos irmãos do Grande Oriente do Brasil presentes naquele momento tão especial. Mais do que participar de uma solenidade, tive a satisfação de ajudar a construir pontes entre irmãos e instituições que compreendem que a verdadeira Maçonaria se fortalece através do diálogo, da amizade e do respeito mútuo.

Levarei comigo a gratidão pelas homenagens recebidas, pelo acolhimento fraterno e pelas demonstrações sinceras de carinho e consideração manifestadas por todos os irmãos, especialmente pelos irmãos Marcus Vinicius Bortolotto e Cássio Fernando Willrich, cuja dedicação, espírito fraterno e compromisso institucional foram fundamentais para a concretização deste momento histórico.

O Rio Grande do Sul, historicamente reconhecido por sua organização, dinamismo e espírito fraterno, testemunhou um momento que certamente permanecerá registrado na história da Maçonaria brasileira. A fundação do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Estado do Rio Grande do Sul representa não apenas o fortalecimento do Sagrado Arco Real em solo gaúcho, mas também um exemplo de que a fraternidade, quando construída com respeito e equilíbrio, produz resultados duradouros para toda a Ordem.

Mais do que uma cerimônia, Porto Alegre testemunhou um exemplo de união maçônica responsável, madura e consciente, onde prevaleceram o respeito mútuo, a amizade fraterna e o compromisso comum de fortalecer os valores da Maçonaria regular e reconhecida no Brasil.

Fraternalmente,

Arlindo Batista Chapeta
Pró-Primeiro Grande Principal dó SGCMSARB-GOB

Arlindo Chapeta

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