A compreensão dos diversos juramentos que realizamos em nossa Ordem é essencial para entendermos os desígnios do Criador em nossa jornada de vida. Ao longo de nossa trajetória, assumimos compromissos solenes diante de Deus, prometendo permanecer firmes e fiéis aos Seus princípios, valores e ensinamentos. Da mesma forma, a própria Maçonaria, por meio de sua constituição, nos conduz à luz, afastando-nos da escuridão sombria da ignorância.
Entretanto, nem todo Maçom alcança a plena compreensão da dimensão espiritual que envolve um juramento feito a Deus e aos seus Irmãos. Muitos, equivocadamente, o interpretam como um simples ato simbólico, acreditando que sua quebra não acarreta consequências. Ainda que as penalidades simbólicas não se manifestem de forma literal, é certo que outras consequências, de natureza espiritual e divina, se farão presentes.
Um juramento em Loja é um ato de extrema seriedade e deve ser realizado com reverência, temor e sincera intenção de cumprimento. O falso juramento configura uma grave falta de respeito e uma profunda violação dos preceitos morais e espirituais, pois invoca a santidade divina para sustentar uma inverdade. As consequências desse perjúrio, perante Deus e os Irmãos, podem representar o afastamento das bênçãos divinas e um severo julgamento no plano espiritual.
Cumpre lembrar que o verdadeiro valor do juramento está no seu cumprimento. É por meio dele que mantemos uma relação pura, íntegra e verdadeira com Deus. A verdade, em sua essência, nos liberta, e o Criador, em Sua justiça, age com retidão em todas as Suas decisões.
Arlindo Batista Chapeta
Pró-Primeiro Grande Principal
Secretário Geral de Comunicação