Na Maçonaria, encontramos um conjunto de alegorias que nos orientam na busca por caminhos mais elevados de aperfeiçoamento individual, conduzindo-nos a uma jornada pautada na fidelidade, na reverência e na compreensão espiritual.
Nossos sinais são mais do que gestos simbólicos; são lembretes constantes do compromisso que assumimos com o Criador e da fidelidade aos princípios que sustentam a Ordem.
Esses diversos conjuntos de sinais nos conduzem a um profundo processo de conhecimento e reflexão. As penalidades neles contidas devem ser compreendidas como advertências simbólicas, que nos levam a refletir sobre nossas decisões e suas consequências, lembrando-nos de que cada escolha deve ser avaliada à luz do bem, para que não prejudique nossa própria elevação nem a do nosso próximo, afastando-nos, assim, da dignidade perante Deus.
A reverência, por sua vez, nos recorda que Deus está presente em todos os lugares e em todos os momentos. Ela nos convida a reconhecer e agradecer continuamente pelas Suas bênçãos, mantendo-nos atentos aos princípios da fé no Todo-Poderoso e na perfeição de Sua criação.
Jamais devemos nos esquecer da fidelidade à nossa Ordem, aos nossos Irmãos e, sobretudo, aos juramentos que assumimos. A construção de um homem verdadeiramente comprometido com a busca da perfeição e da aproximação divina está profundamente ligada à sua lealdade a Deus e à vivência autêntica dos valores e princípios intrínsecos à simbologia de nossos sinais.
Assim, a importância de um sinal executado com respeito, serenidade e consciência é fundamental. Mais do que o gesto em si, é indispensável a compreensão de sua essência, finalidade e motivação, pois é isso que sustenta o desenvolvimento pessoal do Maçom, mantendo-o firme em seu propósito e consciente de sua existência.
Reflitamos.
Arlindo Batista Chapeta
Pró-Primeiro Principal
Secretário Geral de Comunicação do GOB